sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Pauléra decide instalar detector de metais

O presidente da Câmara de Rio Preto, Paulo Pauléra (PP), anunciou um pacote com medidas de segurança para tentar evitar a tragédia anunciada que se tornou os confrontos de movimentos populares no plenário durante as sessões. As medidas de Pauléra vão desde a instalação de detector de metais e câmeras de monitoramento até a instituição de registro e cadastro das pessoas que entram no prédio do Legislativo. Na última sessão, segundo relato de munícipes, apoiadores do suplente Daniel Caldeira (PSL) teriam exibido facas e canivetes a opositores. Fato confirmado por Pauléra. “Realmente houve esse comentário e me procuraram pedindo providências”, disse o presidente, que afirmou que se tivesse sido alertado do fato no momento da sessão teria pedido a prisão das pessoas armadas. “Vamos preservar a segurança das pessoas para prevenir uma tragédia”, afirmou. Desde o início dos protestos na Câmara, em agosto de 2011, não foram poucas as vezes em que grupos pró e contra vereadores governistas entraram em confronto. O auge das brigas ocorreu em agosto do ano passado, quando simpatizantes de Caldeira agrediram ativistas do movimento #vergonhariopreto. A briga é investigada pela polícia, que tenta identificar os agressores. Pauléra diz que a partir da instalação do detector de metais - do mesmo modelo que chegou a ser instalado no Fórum - todas as pessoas que forem assistir as sessões terão de se submeter à revista. Além disso, ele vai instalar câmeras para monitorar a movimentação no plenário. O presidente diz que serão colocadas ainda catracas para controle das pessoas que entram na Câmara, assim como já existe na Prefeitura. “A pessoa terá de fazer um cadastro com nome, endereço e RG e informar em que departamento vai”, afirmou. A Polícia Militar, que se tornou presença frequente nas sessões da Câmara, já havia recomendado Pauléra a criar mecanismos para aumentar a segurança. Cerca de 200 pessoas têm acompanhado em média as sessões mais polêmicas, sem nenhum tipo de identificação ou monitoramento delas. Pauléra não soube informar o valor do investimento no pacote de segurança, mas acredita que não chega a R$ 8 mil - limite para dispensa de licitação.

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